sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

HOMENAGEM PÓSTUMA

NÃO EXISTE LUGAR...PARA O REFÚGIO
NÃO EXISTE PALAVRAS...PARA O CONSOLO
NÃO EXISTE NINGUÉM......PARA SUBSTITUÍ-LO!


Perdi meu pai ele morreu de uma maldita infecção hospitalar, uma bactéria minúscula, menor talvez milhões de vezes que a cabeça de um alfinete, mas que tem um poder de destruição inimaginável. Pior, não há remédio, não há antibiótico que cure, que estirpe tal mal de um corpo enfermo.

“Como dizia Carlos Drummond de Andrade, que morreu logo depois que sua querida filha se foi.” Não morremos de morte morrida, mas de vida vivida”. A conjugação pode estar errada, mas os poetas, como se sabe, são livres para “poetar” e o sentido é profundo. Ele abusou demais daquele coração vivendo intensamente suas emoções. “Prefiro viver intensamente por menos tempo, a viver mais e não poder fazer as coisas que mais gosto nessa vida”. Era o seu lema. Foi a vida que ele levou que o levou embora. Quem ele amou, ele amou sem medidas porque era ávido de amor. Gostava de dividir e doar. Sincero até demais, dono de um coração sem limite que o traiu no seu último momento”.

Todos nós, que estamos aqui, temos medo de uma notícia destas, a morte. Nossa alma fica pequena só de pensar e temos que viver com isso. Quanto mais passa o tempo e eles envelhecem lá do outro lado, pode ter certeza, um dia esta notícia vai chegar. É o curso natural da vida, mas quem disse que é fácil aceitar? A tristeza desta perda não se resume ao passado, é a dor da tristeza pelo futuro que não se terá. Ele não vai mais estar no aeroporto me esperando como fez tantas vezes nas minhas idas e vindas, e todas as vezes que eu tinha que voltar ele desaparecia para não ter que se despedir. Ele gostava dos encontros, mas não gostava das despedidas. Quem pode gostar?

Quanta saudade meu pai, se vivo fosses faríamos uma baita festa, porque se aproxima o dia 25 de novembro, seu aniversário, ao invés disto, temos que amargar que chorar pela sua ausência irremediavelmente no dia 22.11.2010 data de sua morte. Seis meses de saudades.

Perder alguém querido é perder-se, porque somos feitos dos outros que nos rodeiam. Pai e mãe é parte de nós. Foi-se um pedaço do peito. Foi-se uma parte de nós, da nossa família. Saudade e tristeza profundas misturadas a uma alegria tão grande de tê-lo no passado… De tê-lo tido como meu pai. Estou confuso nesta hora.

Às vezes parece que ouço sua voz carinhosa me chamar “meu filho “Altair”, “Maria” vem cá. Nunca mais vou ouvi-lo, dói demais, dói na alma. Lágrimas incontroláveis é um protesto que a situação impõe seria melhor se fosse outra.

Perder um pai ou uma mãe não tem consolo. A distancia nesta circunstancia é cruel, é quase desumano. Aquele telefonema que eu não encontrei tempo para dizer mais uma vez o quanto eu o amava. Entristeço-me pensando o quanto adiamos pequenas coisas que são realmente importantes da vida, na ilusão de que o tempo “vai dar” para fazer tudo. Não deu para dizer adeus... e está doendo muito. Dói tanto que as têmporas apertam e as lágrimas escorrem abaixo pelo rosto. Seis meses sem você meu pai e ainda não consegui recuperar a alegria de viver, peço a Deus que me dê esta oportunidade de me alegrar de novo. Peço a Deus que me mostre o caminho da recuperação emocional de todos nós pra seguirmos em frente com nossas frágeis vidas. Meu pai onde você estiver aceite os nossos parabéns pelo seu aniversário e que Deus esteja contigo. O que me incomoda é ver que algum de nós não se sente como eu. Ainda tem tempo e disposição para festas e comemorações. Pai você viveu uma vida plena acho que realizastes tudo que estava ao teu alcance, fomos felizes contigo tenho certeza. Eu sei por que você me dizia a única cidade que amou nesta vida foi Itaituba, cidade da sonda, dos garimpos tempos idos que não voltam mais. Dissestes-me também de sua tristeza quando ainda vivo da destruição talvez do maior símbolo dessa cidade, a sonda. Com certeza acharias uma forma de manter coisa tão boa pra todos.

Mamãe, Altair, Adalberto, Artêmio, Aldir, Aurimar, Ana Maria, Mena, Altamiro Filho, Aglacy, Ivanilda, Rafic. Seus netos, netas e suas bisnetas Bianca e Manuela.


ITA SOCIAL- ANIVERSARIANTES

ELES TROCARAM DE IDADE NO FINALZINHO DE 2010.
AOS ANIVERSARIANTES PARABÉNS!





POLICIAL RODOVIÁRIA INFRIGE AS LEIS DE TRANSITO


Depois de tentar abordar o condutor de uma moto e o carona, que segundo estavam sem capacete a policial rodoviária atropela ambos, causa grave acidente e ainda infringe as Leis de transito. O fato aconteceu na rodovia transamazônica que corta a cidade sentido aeroporto. Segundo a policial, o condutor da moto que estava sem capacete ao observar o veiculo da rodoviária tentou escapar e houve uma rápida perseguição, porém demonstrando total despreparo, a policial atropela o condutor e a carona e ainda se enche de razão. Ambos foram socorridos pelo corpo de bombeiros. A mulher atropelada sofreu ferimentos graves, sendo encaminhada imediatamente para Santarém, o condutor sofreu apenas escoriações sem muita gravidade. A policial no momento do desespero não permitiu que fosse feito perícia com os veículos envolvidos, alegando que não existia perito na cidade e depois de muito bate boca com o condutor da moto, populares que assistiram a imprudência de ambos, se voltaram contra a policial, pois em outros casos, a policia rodoviária age de forma contraria. A colisão do veiculo da rodoviária com motocicleta foi tamanha que a mesma ficou totalmente destruída indo parar embaixo do veiculo. A policia militar foi acionada e com total conivência, tiraram na marra a motocicleta de debaixo do veiculo. A vitima foi levada para o Hospital Municipal onde recebeu os primeiros socorros depois do corpo de bombeiro, claro, o condutor enfurecido ficou falando sozinho e a policial embarcou na viatura e seguiu seu destino. Ah, a policia militar apenas tentou dispersar os populares depois que a policial rodoviária se mandou.  




SONHOS DE CRIANÇA...!


 


O que vou descrever não é um sonho só meu, mais com certeza de todas as crianças de Itaituba. Uma vez tive que ir ao hospital municipal e lá Eu não gostei de ser atendida no Hospital Municipal porque lá só tinha enfermeiros e médicos de adultos. Eu gostaria que colocassem na cidade mais médicos no hospital municipal para atender as crianças e também gostaria que aquelas crianças que passam fossem recolhidas e recebessem um lar, mesmo que seja em um abrigo, pois pelo menos lá eles podem dormir em uma cama e comer de vários tipos de comida.
Também seria bom se o prefeito fizesse parque para nós crianças e o meu maior desejo é que houvesse um show da banda calypso na orla para nós crianças assistimos, bem que o prefeito poderia pensar com carinho nesse meu pedido e quem sabe neste ano no dia 12 de outubro dia crianças nos desse essa a realização do meu e de muitas crianças com a realização deste evento, desculpa mais sou fã demais da banda. Já o sonho do meu primo José Manoel é que aqui tivesse uma fábrica de chocolate e um "parque da alegria" e mais empregos para os adultos, um cinema para que pudéssemos assistir aos filmes que ainda não tem em DVD. Já o sonho do meu primo João Manoel é que tenha uma quadra pública de futebol e futsal com uma faixa amarela dizendo: SOMENTE PARA CRIANÇAS, porque as poucas que tem os adultos não dividem com as crianças. E o sonho do meu primo Carlos Manoel é que tenhamos mais segurança, acabe os assassinatos na cidade e os roubos no nosso bairro (Boa Esperança), que está tomado por ladrões e bandidos. E por fim o sonho da minha prima Maria Manoela e ter um clube pra crianças para nós bricarmos, com uma sorveteria, lanchonete e muita diversão, enfim o meu e o sonho maior de todas as crianças é que possamos estuda, ter boas escolas crescer na nossa cidade com muita paz, para quando chegarmos a uma universidade não seja preciso sair para outras cidades estudar, afinal desde que me entendo que ouço os mais velhos dizer:”AS CRIANÇAS SÃO O FUTURO DO BRASIL”. E esse futuro queremos começar aqui, viver aqui e juntos fazer nossa cidade exemplo para a nossa amada Itaituba- Amazônia-Brasil.

 

 

Pará eu te quero grande.

Em leitura atenta dos blogs regionais não passou despercebido o fato de que o novo governador do estado do Pará, Simão Jatene, não nomeou ninguém de Santarém ou do restante do Oeste paraense para cargos de primeiro escalão (leia-se secretário de Estado), o que significa que no governo Jatene II continuamos cidadãos dignos do segundo escalão em diante, defendidos por lideranças políticas pouco representativas, e Belém, como sempre, dominando mais do que nunca o topo da pirâmide administrativa paraense.
Tal realidade era previsível, embora a cada eleição reapareça uma tendência natural a nos fazer  acreditar que tudo será melhor em um governo vindouro e que seremos vistos como realmente merecemos. A esperança tem nos cegado ao longo dos séculos. O eleitor do Oeste do Pará foi instado na última eleição para o governo estadual a escolher entre o menos pior para a região, já que o governo Jatene I não deixou saudades por aqui e o governo Ana Júlia nem de longe atendeu as nossas frustradas expectativas.
Belém, em manobras que parecem um tardio reconhecimento à importância do far west, nos permitiu indicarmos os dois últimos vice-governadores eleitos, abrandando de certa forma o nosso ímpeto separatista, o que parece ter arrefecido a luta até o momento inglória, mas com significativos avanços, pela criação do Estado do Tapajós.
O futuro Estado do Tapajós possui inimigos poderosos instalados na elite política estadual centrada em Belém e no mais poderoso grupo de comunicação paraense. Lembramos aos líderes políticos do Oeste do Pará, principalmente os de Itaituba, que o iminente ou atual chefe da casa civil do governo estadual, cargo de grande relevância e envergadura na esfera de poder, deputado federal licenciado Zenaldo Coutinho, é um opositor ferrenho da divisão do Pará, uma das suas principais bandeiras políticas, nos preocupando a forma como homem tão poderoso olhará nossos anseios diante dos brados separatistas, principalmente de Itaituba, na qual, se não me trai a memória, jamais pós os pés.
Nas ondas da rádio Liberal FM em Itaituba é comum ouvirmos uma música apresentada em caráter institucional, expressando, portanto, o ponto de vista da empresa, sabidamente sediada em Belém, que possui como refrão a frase “Pará eu te quero grande”, reportando-se ao desejo de manter o gigantismo territorial do Pará, afirmando “não vou deixar que separem não, teus rios, tuas matas, teu povo”, convocando à luta para que o Pará continue assim, pra sempre assim.
É justamente o gigantismo territorial do Pará que tem nos massacrado. Mais do que o isolamento geográfico e a forma de exploração econômica, parte considerável do nosso atraso se deve ao fato de o Oeste do Pará vir sendo solenemente ignorados ao longo das décadas, já que para Belém a nossa importância se restringe à manutenção do gigantismo territorial do Pará e às riquezas naturais aqui abrigadas, não à dignidade do nosso povo, visto, não raro, como alienígenas, invasores.
Nem mesmo no período áureo da borracha fomos reconhecidos. Começamos a ser integrados de fato ao restante do país por estradas, em uma nação que adotou como matriz de transporte as rodovias, somente após a chegada do homem à lua. O ouro, efêmero como o olhar dos nossos governantes sobre a região, trouxe mais problemas que prosperidade. Ainda padecemos pela falta de rodovias pavimentadas, pela falta de boas escolas e de bons hospitais, somente para ficar no óbvio, o que por mais absurdo que pareça se configura cotidianamente real.
Precisamos relembrar ao novo/velho governador do Estado do Pará, neste momento preocupado em ressuscitar o Pará que te quero grande, as nossas reais aspirações, nossos anseios, nossas mágoas, nossas dores, reivindicarmos investimentos produtivos, o incremento dos órgãos de segurança, infraestrutura, bem mais do que as migalhas das quais já estamos fartos, sem, contudo, deixarmos de lutar pela criação do novo estado, para que possamos, num futuro não muito distante, executarmos em nossas emissoras de rádio uma nova canção, a qual humildemente sugerimos contenha a frase “Tapajós eu te quero grande, digno, próspero e justo”. Com a palavra as nossas lideranças políticas.
Jairo Araújo é advogado.